PREVENÇÃO

31.03.20 PREVENÇÃO
CORONAVÍRUS VIVE ATÉ 7 DIAS EM TEMPERATURA AMBIENTE

Cientistas da Universidade de Hong Kong descobriram que o novo coronavírus tem uma alta sobrevida, de até 14 dias, quando submetido a baixas temperaturas, mas não consegue sobreviver se a coisa esquentar muito. Eles também concluíram em qual superfície o SARS-CoV-2, nome oficial do vírus, se mantém ativo por mais tempo. Se você está preocupado, é melhor desinfetar já máscaras cirúrgicas e utensílios de aço inoxidável. Como o coronavírus, causador da doença covid-19, está se espalhando de forma rápida, os pesquisadores chineses quiseram mensurar qual o grau de estabilidade do vírus em diferentes condições. Isso pode ajudar a determinar o nível de contaminação indireta, ou seja, por meio do contato com objetos infectados. Primeiro, os pesquisadores da faculdade de Medicina da Escola de Saúde Pública da universidade testaram como o vírus se comporta em diferentes temperaturas. Descobriram que quanto mais quente fica o ambiente em que o vírus está, menores são suas chances de continuar ativo.

Submetido a 4ºC, o coronavírus ainda era detectado após um período de 14 dias. Exposto à temperatura ambiente, de 22ºC, a quantidade de vírus caiu, mas ainda assim era possível encontrá-lo após sete dias. Em um lugar a 37ºC, conseguiu perdurar por apenas um dia. Já a 56ºC, não passou de 30 minutos, enquanto a 70ºC, padeceu em 5 minutos. Os chineses também testaram o tipo de superfície mais propício para o vírus. Em lenços de papel ou em papel para impressão, ele permanece facilmente por 30 minutos, mas já não é encontrado após 3 horas. O SARS-CoV-2 não sobrevive em roupas por dois dias. Em utensílios de aço inoxidável, o coronavírus consegue se manter ativo por quatro dias, mas dificilmente chega a sete dias. Já máscaras cirúrgicas são abrigo para os vírus por ao menos sete dias.

A resistência do coronavírus também foi posta à prova depois de entrar em contato com água e sabão, etanol 70%, alvejante, os antissépticos iodopovidona, cloroxilenol e gluconato de clorexidina, e o desinfetante Cloreto de benzalcônio. Após cinco minutos de exposição, apenas o vírus submetido à água e sabão podia ser detectado. Sua sobrevida, no entanto, não chegou a 15 minutos. É bom notar que o objetivo dos cientistas não era encontrar explicações para o grau de atividade do vírus nessas diferentes situações, apenas constatar como ele se comportava. Para detectar a presença do SARS-CoV-2, os pesquisadores usaram o teste PCR real time, o mesmo que laboratórios brasileiros estão empregando para identificar se um doente está ou não com covid-19.

UOL


27/03/2020 VITAMINA D
VITAMINA D PODE REDUZIR O RISCO DE CONTÁGIO POR CORONAVÍRUS

A vitamina D pode ter um papel importante no tratamento e prevenção da covid-19, sugere um estudo da Universidade de Turim divulgado nesta quinta-feira (26), que analisou a relação entre a deficiência deste nutriente no corpo e o novo coronavírus. Coordenado pelo professor Giancarlo Isaia, docente em geriatria e presidente da Academia de Medicina da cidade italiana, e por Enzo Medico, professor de histologia (estudo de tecidos), a pesquisa mostrou que “dados preliminares coletados nos últimos dias em Turim indicam que os pacientes com a covid-19 apresentam uma prevalência muita alta de deficiência de vitamina D”. Os dados apurados na pesquisa, segundo os dois especialistas, mostraram que a vitamina D tem papel ativo na regulação do sistema imunológico. Outras evidências indicam que o composto tem um efeito “na redução do risco de infecções respiratórias de origem viral, inclusive na do coronavírus”. O elemento também teria capacidade de combater danos pulmonares causados por inflamações. Ter vitamina D suficiente no organismo também “pode ser necessário para determinar uma maior resistência às infecções de covid-19, (possibilidade) que, apesar de haver menos evidências científicas, pode ser considerada verossímil”, escrevem os pesquisadores.

A falta da molécula no organismo é ainda frequentemente associada a diversas doenças crônicas que podem reduzir a expectativa de vida em idosos, “tanto mais no caso de infecções da covid-19”. Na Itália, a falta de vitamina D afeta grande parte dos habitantes, especialmente os mais idosos, cujo país tem a segunda maior população do mundo, depois do Japão. Os mais velhos fazem ainda parte do grupo de risco do novo coronavírus. Fortemente a atingida pela pandemia, a Itália já registrou o maior número de mortes do mundo em decorrência da covid-19, mais de 8,2 mil. Isaia e Medico já submeteram o documento com dados da pesquisa à Academia de Medicina de Turim. No texto, eles recomendam aos médicos que, associada a outras medidas, eles garantam “níveis adequados” de vitamina D na população, “mas sobretudo em pacientes já contagiados, seus familiares, agentes de saúde, idosos frágeis, no público de residências assistenciais, em pessoas em regime de isolamento e em todos aqueles que, por vários motivos, não se expõe adequadamente à luz solar”.

Além disso, os autores dizem que a administração intravenosa da forma ativa da vitamina D, o Calcitriol, também pode ser considerada em pacientes da doença respiratória covid-19, causada pelo coronavírus, com funções respiratórias particularmente comprometidas. Eles lembram ainda que a carência pode ser compensada, antes de tudo, com exposição das pessoas à luz solar pelo maior tempo possível, “em varandas e terraços, além de ingerir alimentos ricos em vitamina D e tomando preparados farmacêuticos especiais – mas sempre após consulta médica”.

TERRA


25.03.20
PREVENÇÃO: IMPACTOS DO CORONAVÍRUS NO BRASIL

As pessoas precisam de algumas referências para acreditar nas palavras de alguém. Os vírus são muito menores que as bactérias e não são visíveis ao microscópio óptico comum MOC, só com microscópio eletrônico ME é possível visualizar e fotografar os vírus. Para exames rápidos de diagnóstico da raiva usamos microscópia de imunofluorescencia mas não é um diagnóstico definitivo, requer confirmação e para tal injetamos o material suspeito no meio dos cérebros de 5 ratos brancos, espeta agulha na moleira do rato, afunda e injeta. Após 5 dias os ratos apresentam os sintomas da raiva e o diagnóstico se torna definitivo. Sou especialista nisso. Bem, agora vou comentar sobre outro vírus. CORONAVÍRUS é o nome de uma Família de vírus que se divide em dois Gêneros, o Gênero Alphacoronavirus que possui duas Espécies, a CCoV que causa gastroenterite em cães e a Espécie FCoV que causa peritonite infecciosa felina PIF, ambas doenças não atacam os humanos.

Família coronavirus, Gênero Betacoronavirus que contém três Espécies que atacam os humanos:

Especie Mers-Cov
Causa a doenca Síndrome respiratória do Oriente Médio

Especie SARS-Cov
Causa a doença Síndrome respiratória aguda grave.

Espécie SARS-Cov 2
Causa a doença CoVID-19 essa que está nos atacando agora.

Muito bem… Quando nos confrontamos com um inimigo, a primeira providência é examinar quais são os pontos fracos do inimigo. Esses vírus possuem uma estrutura extremamente primitiva e muito frágil. É apenas um filamento de RNA envolvido por uma película lipoproteica ou seja, uma fina membrana esférica de gordura e proteína, muito fina e que não é eficiente contra a desidratação e nem como isolante térmico. Ao ar livre o vírus desidrata, seca e morre. Ele necessita sair do doente infectado e entrar pela boca, nariz ou olhos da vítima sadia e assim infectar mais um e causar a doença nele. Na China constataram que esse virus se mantém vivo por algumas horas fora do corpo do doente e esse tempo de vida vai depender de onde esse vírus caiu após ter saído do corpo do doente.

Se esse vírus cair em um local exposto à luz solar, ele morre em minutos, se for sob o Sol do meio dia, morre em 2 ou 3 minutos, ele não suporta os raios ultravioleta e também desidrata rápidamente se tomar a luz do Sol diretamente. Em tempo nublado dura um pouco mais, talvez até uns 15 minutos. Se esse vírus sair do doente num lugar sem luz solar incidindo diretamente nele, um local sombreado como dentro de casa ou dentro de algum veículo e o vírus cair sobre papel, madeira, roupas e cabelos, ele sobrevive por 6 horas. Se o vírus cair sobre superfícies lisas, sombreadas e frias como vidro, mármores, azulejos, metais lisos, ele sobrevive por 12 horas. Mesmo sendo muito pequenos os vírus possuem algum peso e a tendência é cair assim que saem numa tosse, num espirro ou simplesmente uma pessoa falando está batendo a lingua no céu da boca e nos dentes e isso vai espirrando gotículas invisíveis cheias de virus que saem da boca. Mesmo apenas a respiração do doente já é suficiente para liberar vírus no ar.

Estratégias explorando as fragilidades do inimigo:

1. Isolamento social.
Fundamental isso.
As pessoas não devem se aproximar. A pessoa infectada pode não apresentar sintomas mas está produzindo trilhões de vírus em seu organismo e esses vírus saem pela respiração dela.

2. Higiene correta.
Ao usar um transporte público durante uma epidemia, é 100% certeza que em suas roupas e cabelos existem vírus vivos da doença e se apenas (1) um desses vírus atingir as mucosas dos olhos, boca ou nariz, a pessoa será infectada.

Estratégia:
Tendo consciência disso, não passar os dedos nos olhos, na boca e nem no nariz.
Chegar em casa e não tocar em nada e nem em ninguém antes de lavar as mãos.

Retire a roupa que usou e pendure num local de pouco movimento e deixe a roupa lá por no mínimo 8 horas, lembre que sobre a roupa os vírus ficam vivos por 6 horas. Você pendura as roupas à noite e de manhã os vírus já estarão mortos e você poderá usar essas roupas novamente mesmo que não tenham sido lavadas.

3. Lave os cabelos.
Não vá dormir com os cabelos infectados.
O vírus é altamente sensível ao pH básico do sabão, sabobete, detergente; o shampoo não é muito eficiente pH quase neutro, use sabonete nos cabelos, é melhor.

4. Ao tocar maçanetas, torneiras ou qualquer superfície lisa onde outras pessoas tocaram antes, em seguida não toque nos olhos, nariz nem boca, lave as mãos o quanto antes.

5. Mantenha sua casa restrita a sua família mais íntima, não receba visitas durante a quarentena. Não adianta você tomar todos esses cuidados se as visitas não fizerem o mesmo.

Se possível durmam em cômodos diferentes da casa.

6. Desinfetantes.
O vírus é altamente vulnerável a qualquer desinfetante, água sanitária, Lysoform, Pinho Sol e, com destaque o álcool etílico porque esse pode ser aplicado sobre a pele mas os outros não. As autoridades recomendam á população o uso do álcool gel 70° que contém 70% de álcool e 30% de água, recomendam esse porque esse não é explosivo, contudo quanto menos diluído for o álcool mais desinfetante ele é; em laboratório é comum usarmos o álcool 92° mas a venda ao público é proibida porque esse é altamente inflamável e explosivo mas contudo é esse que eu uso para mim mesmo, precisa ter muito cuidado para não incendia-lo, os acidentes com esse tipo de álcool costumam ser muito graves, a garrafa explode e incendeia tudo ao seu redor.
Existe também o álcool absoluto 100% álcool e 0% de água mas esse vai queimar a sua pele e é muito caro também.
O álcool 46° usado em limpeza é fraco mas é melhor que álcool nenhum, é útil para as mãos e limpesa de superfícies lisas.

7. Use máscara cirúrgica todas as vezes que sair de casa ou for se aproximar de outras pessoas.

Observações finais:

Esse vírus possui uma capacidade infectante extraordinária, esse é o ponto forte dele porém a doença que ele causa tem baixo índice de mortalidade se comparado aos piores vírus que existem.
Virus rábico da raiva, taxa de mortalidade de 99,9%.
Vírus Ebola taxa de mortalidade de 66%.

O vírus SARS-Cov 2 que
causa a doença CoVID-19 tem taxa de mortalidade de até 20% em idosos com doenças pré existentes, diabeticos, hipertensos, cardíacos, asmáticos, aideticos, pessoas em tratamento de câncer e principalmente transplantados imunodeprimidos.
Em adultos a taxa de mortalidade é de apenas 2%, morrem principalmente os fumantes, em crianças a taxa de mortalidade é praticamente zero % com raríssimas exceções.

Seleção natural:

Assim como ocorreu na epidemia pelo vírus H1N1 a gripe suína, todas as pessoas pegaram o vírus, a maioria desenvolveu anticorpos e daí em diante ficaram imunes a essa doença.
Esse virus SARS-Cov 2 que
causa a doença CoVID-19
todas as pessoas vão pegar também, a maioria desenvolverá anticorpos e ficarão imunes porém nesse processo é necessário frear a velocidade de disseminação do virus porque se pegar em todos rápido demais o sistema de saúde não dará conta de socorrer 20% da população de idosos e 2% da população de adultos. Que todo mundo vai se infectar com esse vírus é certeza, as medidas restritivas que estão sendo tomadas são apenas para desacelerar a transmissão.
Sobreviverão os mais fortes e mais sadios, morrerão os mais fracos e mais doentes, a natureza funciona assim e não ha como mudar isso.

Redação de:
Luiz Augusto Vassoler, 67 anos, biólogo aposentado, trabalhou na
Seção de Raiva e Encefalomielite do Instituto Biológico de São Paulo, foi assistente do cientista Moacyr Rossi Nilson, trabalhou com o vírus da raiva, um virus que causa 99% de letalidade.
Trabalhou na Seção de Bacteriologia Animal também.
Professor de biologia.
– Biólogo –


17.03.20 – PREVENÇÃO
COMO DIFERENCIAR SINTOMAS DA COVID-19 DE UMA GRIPE, RESFRIADO OU RINITE?

Com a disseminação do novo coronavírus no Brasil se intensificando às vésperas do outono, aumentaram as dúvidas sobre os sintomas da doença covid-19, que, na maioria dos casos, são semelhantes aos de uma gripe comum. No Google, termos como “coriza” e “espirro” também têm sido mais buscados em associação com a expressão “sintomas do coronavírus” no último mês, o que pode indicar uma confusão também entre a covid-19 e outras síndromes respiratórias brandas como o resfriado e a rinite alérgica. “As pessoas precisam estar cientes de que a covid-19 é realmente um tipo de gripe, então ela tem realmente muitos sintomas em comum”, disse à BBC News Brasil o infectologista da Fiocruz Recife Paulo Sergio Ramos. “Mas elas precisam ficar atentas para uma possível dificuldade de respirar. Isso sinaliza que a doença pode estar se complicando, e aí é necessário buscar um serviço de saúde.”

No Brasil, as pessoas não devem procurar unidade de saúde se tiverem apenas tosse, apenas coriza, apenas coriza e mal-estar ou sensação de moleza no corpo ou apenas febre, segundo o Ministério da Saúde. E quem precisa ir ao hospital? Só quem apresentar os sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, respiração curta ou falta de oxigenação — que já podem ser sinais de pneumonia, um dos estágios mais graves da covid-19. As autoridades alertam, no entanto, que é preciso se informar sobre os protocolos de saúde do seu Estado ou município.

Como diferenciar?

A doença que o vírus Sars-Cov-2 provoca, a covid-19, é uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, ao fim de uma semana, pode provocar falta de ar. De acordo com uma análise da OMS baseada no estudo de 56 mil pacientes, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% têm sintomas graves (dificuldade em respirar e falta de ar) e 6%, quadros críticos (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte).

Mas, nessa época do ano, também é comum apresentar tosse, febre, dores na garganta e na cabeça e sensação de fadiga por causa dos vírus da influenza, que provocam as gripes comuns. De acordo com os especialistas, os sintomas devem ser monitorados e, caso permaneçam leves, podem ser tratados em casa. No entanto, é preciso ter especial atenção a idosos e pessoas com baixa imunidade, mais vulneráveis ao novo coronavírus, e consultar um médico em caso de dúvidas. “A gripe normalmente é a única que nos faz sentir dores musculares. E costuma durar entre três e cinco dias. Essas podem ser indicações de que se trata de um vírus comum”, disse à BBC Brasil Heloisa Ravagnani, presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal.

No caso do resfriado, os sintomas costumam ser ainda mais brandos e, em geral, apenas respiratórios — coriza, congestão nasal, tosse e dor de garganta, mas nem todos ocorrem ao mesmo tempo. “Caso a pessoa esteja tossindo e tenha outros sintomas leves, não deve esquecer de usar máscara ao entrar em contato com outras pessoas e de higienizar bem as superfícies com as quais tiver contato. Ela pode não ter covid-19, mas, em um momento como esse, todo cuidado é bem-vindo”, diz a infectologista.

‘Não é corona, é rinite’

Nos últimos dias, alérgicos têm se justificado nas redes sociais pela frequência de espirros, ou expressado confusão com os sintomas de rinite alérgica sazonal e da covid-19. Os comentários renderam memes como a frase “não é corona, é rinite”, que já virou até proposta de camiseta para os período de distanciamento social imposto pela pandemia. As síndromes respiratórias alérgicas, comuns em períodos como outono e primavera, podem provocar coriza e congestão nasal, comuns a gripes, resfriados e à covid-19. Mas são marcadas normalmente por espirros, e dificilmente provocam tosse ou febre, explica Paulo Sergio Ramos.

“O importante é que as pessoas, mesmo sofrendo de alergia, resfriado ou gripe comum, mantenham a etiqueta respiratória. Ou seja, mantenham distância de 1 metro de outros espirrando ou tossindo; ao tossir ou espirrar, utilizem o antebraço ou um lenço, que deve ser descartado; e lavem sempre as mãos após tossir ou espirrar, para evitar disseminar outros vírus no ambiente”, alerta. Seguir estas regras também é importante pelo fato de que, de acordo com o mais amplo estudo já feito até agora sobre o novo coronavírus, realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, 80% dos pacientes terão apenas sintomas leves. No entanto, há evidências científicas de que até mesmo uma pessoa sem sintomas pode transmitir o vírus.

BBC BRASIL